

(I)mobilidade nas Américas. Covid-19
Este é um projeto (in)acabado, portanto, em constante construção, que reflete coletivamente em torno da (I)mobilidade e do controle nas Américas durante a pandemia. Buscamos mapear as respostas estatais; as situações de alerta que são enfrentadas pela população migrante, particularmente deslocadxs internos, deportadxs, detidxs, solicitantes de asilo, refugiadxs, migrantes irregularizadxs, adultxs ou crianças e adolescentes; e as respostas sociais em cada um dos espaços nacionais. Ao mapear, não pretendemos produzir uma cartografia fixa do continente e menos ainda informações georreferenciadas. No contexto deste projeto, mapear tem tido outros significados. Por um lado, objetiva levantar informação da imprensa, sistematizá-la e criar um arquivo digital onde fique registrada a tensão entre (I)mobilidade e controle registrada na grande maioria dos países do continente durante o momento inicial da pandemia. Por outro, inspirados na cartografia crítica, mapear tem implicado “desconstruir o mapa” (Harley, 1989), ou a imagem nítida que oferece a cartografia tradicional do continente, para colocar em evidencia os espaços ocultos, os conflitos não vistos nem captados pela imprensa, mais latentes; esses conflitos que deliberadamente ficam fora de um mapa tradicional e, por sua vez, do debate público.

PANORAMA GENERAL

SITUAÇÕES EM COMUM

Países onde acontece
Em nome de salvaguardar a saúde pública e evitar a propagação da Covid-19, foram fechadas as fronteiras nacionais nas Américas. Independente das circunstâncias particulares, como a existência de povos transfronteiriços ou de zonas de deslocamento forçado, foram redobrados os controles migratórios e, em alguns casos, as fronteiras foram militarizadas. Se a livre mobilidade foi pelo menos um ideal, atualmente parece ser a maior ameaça.
Fechamento De Fronteiras E Hipervigilância


